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Medicina Integrativa: conheça mais sobre essa especialidade médica

Em 2006, houve a primeira incorporação de pilares fundamentais da medicina integrativa ao Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. À época, os métodos de tratamento que passaram a ser oferecidos à população foram a homeopatia, a acumpuntura, a fitoterapia, a crenoterapia e a medicina antroposófica.

Nove anos mais tarde, graças à portaria Nº 849 de 2017 do Ministério da Saúde, mais de mil municípios no país passaram a contar também com Arteterapia, Meditação, Quiropraxia, Reiki, entre outras práticas. Desde então, esta visão holística do ser humano vem transformando a vida de milhares de pessoas no Brasil.

Incrível, não é? Se você quer saber mais sobre como a medicina integrativa funciona, nós contamos para você nas próximas linhas.

Importância da Medicina Integrativa

Promover maior qualidade de vida e não ser apenas um mecanismo para adiar a morte. Este é o lema dos médicos especializados em medicina integrativa. O que não significa que a cura não seja algo importante. Mas sim que, por envolver o paciente a fundo nas decisões de tratamento, muitos meios para alcançar este fim acabam injustificados e, consequentemente, descartados.

Vale ressaltar que esta especialidade médica não se trata de substituir intervenções alopáticas e/ou cirúrgicas por métodos complementares. Como o próprio nome bem especifica: sua missão é integrar todos os âmbitos diretamente relacionados à saúde física do indivíduo, o que por sua vez inclui: qualidade em suas relações sociais; estabilidade emocional; equilíbrio mental e espiritualidade.

Além disso, apenas terapias cuja segurança e eficácia já foram cientificamente provadas fazem parte do escopo de trabalho. De forma geral, elas são frequentemente empregadas no tratamento de doenças graves, como o câncer, e também para melhoria do bem-estar de pessoas que sofrem de enfermidades crônicas, como a insuficiência cardíaca.

Desde que foi implementada, a medicina integrativa se provou muito eficiente no que tange ao maior engajamento do paciente ao tratamento. Isso acontece porque toda a individualidade da pessoa é levada em consideração, sendo suas crenças e opiniões respeitadas à risca em todas as etapas do caminho.

Por fim, a medicina integrativa também tem sua aplicação na prevenção de doenças. Ou seja, pessoas saudáveis podem procurar introduzir uma ou mais práticas em suas rotinas a fim de conquistar maior equilíbrio mental e emocional, fortalecendo seu organismo e seu sistema imune. Portanto, pode-se dizer que esta é uma especialidade médica verdadeiramente focada nos seres humanos e não em patologias.

Dia a dia de um médico integrativo

Na prática, o médico especializado nesta área pode trabalhar em hospitais, clínicas particulares ou conveniadas e também em centros sanitários vinculados ao sistema público de saúde. Independentemente do local escolhido, há uma condição que jamais mudará: o trabalho em equipe.

Por tratar-se da integração entre corpo, mente e espírito, a medicina integrativa depende da atuação de equipes multidisciplinares e do respeito mútuo entre profissionais muitas vezes vistos em níveis distintos de hierarquia na sociedade. Sem exceção, todos são igualmente importantes no processo de cura dos pacientes sob atenção integrada.

Inclusive, o próprio paciente é um tido como agente fundamental do tratamento. A ele são delegadas funções como reconhecer, administrar e diminuir os fatores estressantes de acordo com a orientação recebida pelo médico sobre o que é ideal para uma vida saudável.

Além disso, também é responsabilidade do enfermo ou de seu cuidador seguir as dietas recebidas pelo nutricionista da equipe, pois a alimentação como agente fundamental à promoção da saúde é um dos princípios da medicina integrativa. Tudo isso, claro, de acordo com as demandas e necessidades de cada indivíduo.

A depender do caso, é possível que o médico integrativo atenda pacientes em ambulatórios, para prescrição de medicamentos tradicionais. Antes, porém, uma avaliação minuciosa do histórico da pessoa deve ser feita; assim como uma análise sobre os resultados adquiridos pelas demais terapias às quais ela esteja sendo submetida, para que o plano de tratamento seja o mais assertivo possível e humanizado.

Perfil de um bom médico integrativo

Em primeiro lugar, o médico integrativo precisa ser uma pessoa de muita empatia e com habilidades interpessoais fortes. Esta especialidade existe para reafirmar o bem que relações próximas e de confiança faz em prol de um tratamento leve e menos traumático.

Ser uma pessoa que tem seus próprios valores e crenças metafísicas também pode auxiliar. Isso acontece porque ao perceber-se em semelhante situação passível de crítica pode ser mais fácil respeitar e acreditar no trabalho feito pelos demais integrantes da equipe multidisciplinar.

Já aproveitando o embalo, não podemos deixar de falar sobre o quanto é fundamental ser um profissional que sabe e gosta de trabalhar em grupo. Em sua rotina, o médico integrativo compartilha conhecimentos e resultados constantemente e precisar alinhar o seu trabalho a um plano de tratamento feito em conjunto.

Além disso, ter a capacidade de visualizar situações de modo amplo e uma mente analítica também serão características de grande vantagem. Tanto o impacto das influências sociais no processo de adoecimento e cura do paciente quanto suas influências ambientais precisam ser consideras no momento de prescrever a melhor abordagem.

Por fim, a humildade é a maior virtude de um médico especializado em medicina integrativa. Afinal, é preciso aceitar sem relutância a possibilidade de tornar-se dispensável a seu paciente. Por exemplo, quando os efeitos de uma terapia, dieta ou certo exercício físico trouxerem benefícios maiores do que os remédios, a melhor opção é deixar de prescrevê-los, livrando o organismo de tais substâncias.

Mais humanidade, menos mecanização

Como pudemos ver, embora os avanços tecnológicos estejam de vento em popa, a humanização dos tratamentos e o retorno a técnicas milenares de cura, principalmente vindas da Ásia, também está ganhando espaço na Medicina. Um dos motivos para isso é realmente uma mudança de valores culturais em nossa sociedade. Foi assim que a psiquiatria deixou de ser tão invasiva, então, é provável que estejamos no caminho certo.


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