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Setembro Amarelo - Univaço realiza evento em valorização a vida

Mesa redonda com o Dr. João Henrique Dupin, a acadêmica Ana Paula Castro Gomes Gervásio e a mediadora e professora da Univaço Melissa Ulhôa

O Núcleo de Acessibilidade Pedagógica e Atitudinal (NAPA) junto as Ligas Acadêmicas de Neurociências e Neurologia, de Trauma, de Psiquiatria, de Saúde Sexual e o Diretório Acadêmico da Univaço promoveram ontem, 26/09, um evento em lembrança ao “Setembro Amarelo”, mês da campanha de prevenção ao suicídio.

Com palestras sobre a temática “Valorização: a vida pede esse alerta”, mensagens em corações e lacinhos na cor característica, os organizadores realizaram uma mesa redonda esclarecendo dúvidas e com dicas de como reconhecer os sinais de alerta em pessoas que estão ao nosso redor e que precisam de ajuda.

O Setembro Amarelo é uma campanha do Centro de Valorização da Vida iniciada no Brasil, em 2015. Em sua quinta edição, a campanha tem crescido devido ao aumento desenfreado de casos de transtornos mentais, como a depressão, muitas vezes responsáveis por criar nas pessoas o desejo de tirar a própria vida. 

Para o palestrante e professor da Univaço, Dr. João Henrique Dupin os transtornos mentais são fatores de riscos ao suicídio.  “Para combater esse mal, o evento alerta para a necessidade de falar sobre depressão, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), suicídio e outros transtornos que ainda são considerados tabus em diversos setores da sociedade. “É um mal silencioso, pois as pessoas fogem do assunto e, por preconceito, medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima esteja com ideias suicidas”.

Não por acaso, os dados ligados a transtornos psicológicos também são alarmantes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em estudo divulgado no ano passado, 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão ao redor do mundo. No mesmo estudo, a OMS revela que 800 mil pessoas se suicidam todos os anos, e que essa é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.

No Brasil, os números também assustam. Em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde revelou que, em média, um caso de suicídio acontece a cada 46 minutos no país. Em Minas Gerais, o estouro da barragem da Vale no início de 2019, por exemplo, elevou os casos de depressão e suicídio no estado. Números da Secretaria Municipal da Saúde mostram aumento de tentativas de suicídio no município de Brumadinho, principalmente entre mulheres.

Em Ipatinga, o estudo realizado pela Liga de Trauma da Univaço analisou aspectos epidemiológicos das tentativas de suicídio no município e registrou que em 2018 a cidade teve uma taxa de incidência de tentativas de 119 por 100 mil habitantes, sendo que no mesmo ano, a população estimada de Ipatinga era 261.344 habitantes.

Segundo a integrante da Liga de Trauma, Ana Paula de Castro Gomes Gervásio é importante conhecer o perfil epidemiológico da população envolvida nas tentativas. “Precisamos ter um olhar de compaixão pelo outro, na tentativa de identificar fragilidades que indiquem tendências suicidas, contribuindo assim para a melhoria dessas estatísticas alarmantes, ” conta a acadêmica da Univaço.                                                                                                                           

O evento foi realizado para toda a comunidade acadêmica da Univaço e contou, também, com a participação do Dr. Fabrício Vinícius de Sousa, psiquiatra e professor do curso de psicologia da Universidade Presidente Antônio Carlos – UNIPAC, que apresentou dados recentes sobre o suicídio no Brasil e no mundo.


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